A sua arquitetura não é óbvia, frívola ou pitoresca: está imbuída de inteligência e seriedade, requer um encontro intenso, em vez de um olhar rápido. Como a poesia: tem a capacidade de comunicar emoções àqueles que despendem tempo para escutar. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única de conciliar, simultaneamente, o poder e a modéstia, a coragem e a sutileza, a ousadia e a simplicidade. Estas foram as palavras utilizadas pelo júri ao anunciarem o nome do vencedor do Pritzker Prize 2011 - considerado o Prémio Nobel da Arquitetura. É português e chama-se Eduardo Souto Moura (1952).